Teve início esta segunda-feira uma iniciativa nacional que visa transformar milhares de alunos do ensino básico em utilizadores conscientes e resilientes no mundo virtual.
Com o objetivo de combater os perigos crescentes do ciberespaço, as autoridades e entidades educativas deram ontem o "tiro de partida" para a operação "Internet Mais Segura". A campanha, que se estende do 1.º ao 9.º ano de escolaridade, foca-se na sensibilização de crianças e adolescentes para uma navegação responsável e protegida.
Ao longo desta semana, diversas escolas do 1.º, 2.º e 3.º ciclos estão a ser palco de sessões práticas e debates. O foco central não é apenas identificar ameaças — como o cyberbullying, o roubo de identidade ou o acesso a conteúdos impróprios —, mas também capacitar os alunos com ferramentas críticas para distinguir informações verdadeiras de notícias falsas e teorias da conspiração.
Um escudo contra o risco digital
A iniciativa surge num momento em que a exposição dos menores aos ecrãs é cada vez mais precoce e intensa. Segundo os promotores da operação, a escola desempenha um papel fundamental como primeira linha de defesa, ajudando a criar bons hábitos que devem ser replicados no ambiente familiar.
Entre as atividades que estão a decorrer, destacam-se:
Gestão de Privacidade: Como configurar redes sociais e jogos online para evitar o contacto com estranhos.
Higiene Digital: A importância de palavras-passe fortes e do tempo de antena equilibrado.
Empatia Online: Combater o assédio digital e promover o respeito mútuo nas plataformas de comunicação.
Esta operação conta com o apoio de forças de segurança e especialistas em tecnologia, que alertam para o facto de a segurança na rede ser um trabalho contínuo. Durante os próximos dias, o país continuará a ver um esforço coordenado para garantir que a próxima geração de cidadãos digitais saiba navegar em "águas seguras".
Fonte Agência Lusa / Foto:IA