Nego ter abusado ou coagido”: Julio Iglesias nega acusações de agressão sexual
Cantor espanhol nega todas as acusações enquanto justiça espanhola investiga alegações graves de abuso e trabalho forçado
Publicado em 16/01/2026 08:49
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Duas antigas empregadas de Julio Iglesias apresentaram queixa no Ministério Público da Audiência Nacional de Espanha, alegando terem sido vítimas de agressões sexuais e tráfico de seres humanos pelo renomado cantor espanhol. As denúncias referem supostos crimes ocorridos entre janeiro e outubro de 2021, nas residências do artista na República Dominicana e nas Bahamas.

De acordo com as queixas, citadas pelas advogadas da ONG Women’s Link, o cantor teria imposto condições laborais abusivas, incluindo jornadas de 16 horas, controle de comunicações e exames médicos forçados, além de ter participado em agressões sexuais e humilhações físicas e verbais. As denúncias também envolvem duas funcionárias responsáveis pela gestão das casas de Iglesias, apontadas como colaboradoras na imposição das condições abusivas.

As mulheres têm estatuto de testemunhas protegidas, e a investigação encontra-se numa fase pré-processual, aguardando que o Ministério Público decida se as queixas avançam para processo formal. Amnistia Internacional Espanha também se manifestou a favor da investigação, apelando à responsabilização de eventuais abusos.

Em resposta às acusações, Julio Iglesias, de 82 anos, negou veementemente qualquer conduta ilícita. Numa publicação no Instagram, afirmou: “Com profundo pesar respondo às acusações realizadas por duas pessoas que anteriormente trabalharam na minha casa. Nego ter abusado, coagido ou faltado ao respeito a uma mulher”. O cantor acrescentou que pretende esclarecer os fatos e defender a sua dignidade perante o que classificou como “ofensa tão grande”.

As denúncias tornaram-se públicas após uma investigação jornalística de três anos, conduzida pelo jornal espanhol elDiario.es e pela estação norte-americana Univision Noticias, que entrevistou as alegadas vítimas e documentou os alegados abusos.

 

O caso continua a ser acompanhado de perto pelas autoridades espanholas, com grande atenção internacional, dado o estatuto global do artista e a gravidade das acusações.

FONTE:CNNPORTUGAL /FOTO:GLOBO/AFP

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