André Villas-Boas marcou posição esta quinta-feira ao responder ao comunicado do Benfica sobre a atuação das forças de segurança no Estádio do Dragão, garantindo que o FC Porto não interfere em matérias de policiamento e acusando danos significativos causados nas instalações pelos adeptos encarnados.
À margem de uma homenagem a Mateus Mide, médio do FC Porto e campeão europeu e mundial de sub-17, realizada na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, o presidente dos dragões sublinhou que o clube não tem qualquer responsabilidade direta na atuação das autoridades. Villas-Boas referiu ainda que foram registados estragos no banco de suplentes, bancadas e casas de banho utilizadas pelos adeptos visitantes.
Sobre o clássico da Taça, o líder portista elogiou o espetáculo e destacou a arbitragem, considerando-a “excelente” e merecedora de reconhecimento, num jogo que classificou como bem disputado e vivido num ambiente “mágico”.
Questionado sobre a ausência de proximidade com Rui Costa no camarote presidencial, Villas-Boas rejeitou qualquer clima de hostilidade pessoal, mas admitiu divergências profundas entre os grandes clubes portugueses. Segundo explicou, a distância refletiu uma relação institucional marcada por desacordos estruturais, ainda que sem animosidade.
No que toca ao mercado de transferências, o presidente do FC Porto afastou expectativas de mexidas de última hora, reiterando confiança no plantel atual. Villas-Boas aproveitou ainda para reforçar a aposta do clube na formação, destacando Mateus Mide como um dos nomes chamados a integrar o futuro da equipa principal, não excluindo uma renovação de contrato.
O dirigente frisou que o FC Porto continuará a apostar nos jovens talentos, à semelhança de outros atletas já afirmados no plantel principal, defendendo que o crescimento sustentado do clube passa, inevitavelmente, pela valorização da formação.
Fonte: Cnn Portugal / Foto: Futebol Clube do Porto