Donald Trump mantém o mundo em suspense. Um presidente que rejeita processos tradicionais de decisão, age por instinto e afirma ser um homem de paz, ao mesmo tempo que se mostra fascinado por ações militares dramáticas, continua a desafiar aliados e adversários. Entre Washington, o Médio Oriente e a Gronelândia, cada gesto seu é observado de perto, enquanto todos tentam antecipar o próximo movimento.
Na quarta-feira, a tensão atingiu níveis máximos. A possibilidade de um ataque militar ao Irão pairava sobre o planeta, após a repressão brutal aos protestos no país, mas Trump deixou tudo em aberto: “Vamos observar e ver qual é o processo… vamos descobrir.” A indecisão, no entanto, não diminuiu o impacto global das suas palavras, com evacuação de pessoal estrangeiro, fechamento de espaços aéreos e alerta máximo na região.
Simultaneamente, Trump continuou a pressionar a Dinamarca sobre a Gronelândia, tentando forçar a venda do território — uma ação que, se concretizada, geraria um incidente internacional sem precedentes, considerando que a ilha é território da NATO. A resposta europeia foi rápida e simbólica: França, Suécia, Noruega, Alemanha e a Dinamarca reforçaram a presença militar para mostrar que o território está protegido.
No meio deste turbilhão, Trump ainda consegue alternar temas inesperados, como debates sobre leite escolar, enquanto manipula crises de guerra e paz como um maestro de caos global. Entre promessas a manifestantes iranianos e ameaças à liderança de regimes estrangeiros, o mundo assiste a um presidente imprevisível, que improvisa e testa limites, mantendo aliados e adversários em alerta constante.
Analistas e líderes internacionais reconhecem conquistas da administração Trump — desde a pressão sobre o programa nuclear iraniano até operações militares audaciosas na Venezuela — mas alertam para o risco crescente de decisões impulsivas que podem gerar crises sem solução fácil.
Como Trump resumiu, é, de facto, um “mundo louco”. A questão que permanece é: qual será o próximo movimento do homem que desafia regras, protocolos e expectativas globais?
Fonte: CNN Portugal / Foto: Hu Yousong