MENU
Deputado do Chega julgado por publicação polémica nas redes
Pedro Frazão garante inocência e diz ter usado a palavra por “formação cristã”, negando intenção de atingir José Manuel Pureza
Publicado em 12/01/2026 18:10
Justiça
FESTIVAL

O deputado do Chega, Pedro Frazão, começou esta segunda-feira a ser julgado no Tribunal de Lisboa por causa de uma publicação feita em 2021 na rede social X (antigo Twitter), relacionada com um vídeo de uma jovem ligada ao Bloco de Esquerda que relatava alegados atos sexuais não consentidos.

Em tribunal, o parlamentar afirmou estar “perfeitamente inocente” e insistiu que nunca teve a intenção de difamar o atual coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza. Frazão explicou ainda que recorre frequentemente ao termo “pureza” por influência da sua formação cristã, garantindo que a palavra foi usada com referência à virtude e não à pessoa visada.

Segundo a acusação do Ministério Público, o deputado publicou o vídeo acompanhado da frase “Já não há Pureza no Bloco de Asquereza? #MeToo”, acrescentando a pergunta “Quem será o nojento de 62 anos?”. O MP sustenta que Pedro Frazão sabia que Pureza tinha 62 anos e que era uma figura de destaque do partido.

O deputado disse não se recordar se foi ele próprio quem fez a publicação ou um gestor das suas redes sociais, mas admitiu que assume o conteúdo por ter sido difundido na sua conta. Ao longo da sessão, o caso ganhou contornos políticos, com críticas cruzadas entre defesa e assistente sobre a alegada “judicialização do combate político”.

 

No ano da publicação, José Manuel Pureza era vice-presidente da Assembleia da República e deputado do Bloco de Esquerda. O julgamento prossegue para apurar se houve ou não intenção de difamação por parte de Pedro Frazão.

FontecnnportugalFoto: Pedro Pereira / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0

Comentários