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David Bowie: dez anos depois, o camaleão da música continua mais vivo do que nunca
Artista que transformou a própria morte em arte segue a inspirar o mundo — legado multidisciplinar, personagens icónicas e um arquivo com 80 mil peças mantêm-no eterno
Publicado em 10/01/2026 09:53
Cultura
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Uma década após a sua morte, David Bowie permanece como uma das figuras mais influentes e inquietas da cultura contemporânea. Longe de desaparecer do palco da memória coletiva, Bowie continua a ser ouvido, estudado e reinventado, como se a sua obra ainda estivesse em constante movimento.

Dois dias antes de morrer, ofereceu ao mundo Blackstar, um álbum último e consciente, lido como um verdadeiro testamento artístico. Nele, transformou a própria despedida em criação — um gesto carregado de símbolos sobre finitude, tempo e continuidade da arte.

Nascido David Robert Jones em 8 de janeiro de 1947, morreu como David Bowie a 10 de janeiro de 2016, vítima de cancro, apenas dois dias depois de completar 69 anos e de lançar Blackstar. A sua carreira, que se estendeu por mais de cinco décadas, fez-se de permanente reinvenção. Recusou repetir fórmulas e criou personagens — Major Tom, Ziggy Stardust, Aladdin Sane, Thin White Duke — que não eram meras máscaras, mas ferramentas para questionar o mundo e antecipar mudanças culturais.

A sua influência atravessou música, teatro, cinema, moda e design, sempre guiada por uma curiosidade sem limites e por uma atenção obsessiva ao detalhe. Hoje, parte desse processo criativo pode ser seguido através do vasto arquivo Bowie, preservado no Victoria and Albert Museum, em Londres, que reúne mais de 80 mil peças, incluindo letras manuscritas, figurinos, instrumentos e projetos nunca concluídos.

 

Bowie viveu como criou: em mutação permanente. E talvez seja exatamente por isso que, dez anos depois, continua tão presente — porque nunca foi apenas um artista, foi uma forma de olhar e reinventar o mundo.

Foto: Elmar J. Lordemann / CC BY-SA 2.0 DE
Foto: Roger Woolman / CC BY 3.0

Fontesicnoticias

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