António José Seguro mostrou-se esta quinta-feira em Portalegre visivelmente irritado e indignado com o que considera uma falta de resposta às falhas no sistema de saúde em Portugal. No seu discurso de mais de 30 minutos, o candidato à Presidência da República denunciou o “medo de se ficar doente” que hoje assola os portugueses e criticou aqueles que, segundo ele, “encolhem os ombros” perante os problemas.
“Não posso aceitar e indigno-me, porque é para nos indignarmos. Revolto-me mesmo com a falta de socorro e de emergência aos portugueses. Ano após ano, os problemas não se resolvem, avolumam-se”, sublinhou Seguro, reforçando a promessa de não desistir enquanto não vir soluções concretas para o setor.
O comício contou com momentos de emoção, com a presença do mandatário da candidatura e presidente da Delta, João Manuel Nabeiro, que evocou a memória do pai, Rui Nabeiro, fundador da empresa, e arrancou aplausos dos trabalhadores e da população local. O candidato também foi recebido pelas trabalhadoras da Delta, que vieram expressamente de várias zonas para o apoiar.
A campanha de Seguro ensaia o slogan histórico “Seguro é fixe”, uma referência ao tempo de Mário Soares, 40 anos depois, enquanto tenta reforçar a sua presença nos últimos dias antes das eleições. Entre o entusiasmo local e a denúncia do caos na saúde, António José Seguro procura agora afinar a onda de indignação que pretende instalar na reta final da corrida presidencial.

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