O candidato presidencial André Pestana defende a criação de uma “nova esquerda” em Portugal, afastada quer das experiências governativas recentes associadas à geringonça, quer das tradições do antigo bloco de leste. Em entrevista, afirmou querer ser um Presidente da República próximo das populações e disposto a acompanhá-las nas lutas de rua.
Professor de Biologia e Geologia e sindicalista, fundador do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P.), Pestana diz ter avançado para a candidatura após ser incentivado por dezenas de ativistas e dirigentes sindicais. Considera que as mobilizações na educação foram um exemplo que inspirou outros setores da sociedade.
O candidato critica os anteriores Presidentes da República por, no seu entender, se manterem em silêncio perante “ataques a quem trabalha” e promete uma atuação diferente, apoiando mobilizações que considere justas, tanto em defesa de direitos laborais como na área ambiental.
Entre as prioridades que apresenta estão a redução da idade da reforma para os 62 anos, a fixação de uma pensão mínima de 1000 euros, o fim dos “subsídios milionários” aos partidos políticos e a suspensão do financiamento português à NATO. Pestana entende que o aumento da despesa militar prejudicará serviços públicos como a saúde e a escola pública, defendendo que os recursos devem ser canalizados “para o bem comum”.
Assumindo-se crítico da NATO e da indústria de armamento, André Pestana afirma que, se for eleito, tudo fará para travar o reforço do investimento em armamento e para se colocar ao lado das lutas sociais da população.
FonteJNFoto Sérgio Azenha