O presidente da FIFA, Gianni Infantino, admitiu na segunda-feira que a regra do fora de jogo no futebol poderá sofrer alterações com o objetivo de tornar as partidas mais ofensivas e emocionantes. A declaração foi feita durante a cimeira World Sports, no Dubai.
Segundo Infantino, a proposta em análise permitiria que um jogador só fosse considerado em posição de fora de jogo se todo o seu corpo estivesse adiantado em relação ao penúltimo adversário no momento em que recebe a bola, beneficiando os atacantes. A ideia já tem defensores, como Arsène Wenger, antigo treinador do Arsenal e atual diretor de desenvolvimento do futebol mundial na FIFA.
O dirigente acrescentou que a evolução da lei do fora de jogo é necessária para acompanhar o ritmo do jogo e evitar perda de tempo, garantindo que as partidas fluam de forma contínua.
Os testes com a nova interpretação da regra já foram realizados em torneios juvenis, mas qualquer mudança definitiva depende da aprovação do International Board (IFAB), que se reúne anualmente. A próxima sessão está marcada para 20 de janeiro de 2026, em Londres, antes de eventuais validações pela FIFA.
A lei do fora de jogo, uma das mais antigas do futebol, existe desde 1863 e foi atualizada pela última vez em 1990.
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