Algarve, 24 out 2026 (Lusa) — O ministro da Administração Interna, Luís Neves, rejeitou este sábado a existência de um «braço de ferro» entre a tutela e as plataformas cívicas que contestam a crise na habitação, classificando o direito à manifestação e a luta pelo teto como «absolutamente legítimos e humanos».
À margem das comemorações do aniversário da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da GNR, no Algarve, o governante sublinhou em declarações à comunicação social que a maioria dos manifestantes atua de forma pacifista e ordeira. O ministro assegurou que o Governo encara as mobilizações «com toda a tranquilidade» e articuladas com a Polícia de Segurança Pública, reafirmando contudo a determinação do executivo em aprovar medidas concretas para conter os custos do setor.
O abrandamento do tom surge numa altura em que novas assembleias populares e protestos percorrem vários pontos do país, dias após a intervenção policial que desmantelou acampadas no Porto e em Lisboa. Apesar das garantias de atuação preventiva contra ocupações do espaço público sem autorização, as plataformas cívicas mantêm a intenção de protestar nas ruas até à revisão da legislação do arrendamento e à aplicação de limites efetivos aos preços das rendas.