A turbulência no futebol profissional do Leixões ganhou novos contornos no tribunal e nos bastidores operacionais. Segundo adiantou A BOLA, a SAD do emblema de Matosinhos e a Play-Fair Lda. — empresa titular de 56,33% da sociedade desportiva — procederam à rescisão unilateral dos contratos que mantinham com a Aliya Capital Partners e o Grupo Golden Goal. A rutura, formalizada no início de agosto de 2026, é justificada por alegados incumprimentos financeiros por parte das entidades parceiras que rondam os 22 milhões de euros.
A aliança com o grupo norte-americano Aliya Capital Partners tinha sido anunciada em julho do ano anterior com vista à transição do controlo acionista maioritário. Contudo, o não cumprimento dos compromissos financeiros desencadeou um litígio judicial de grande dimensão entre as várias partes envolvidas.
Providência cautelar e risco de perda do património
Esta rutura de compromissos surge no seguimento de outro duro golpe judicial para o clube da Liga Portugal 2. Conforme adiantou A BOLA, o Juízo Central Cível da Póvoa de Varzim aceitou a providência cautelar intentada pelo investidor brasileiro Anderson Fellipe Gonçalves, determinando o arresto de bens do presidente André Castro, da própria SAD e da acionista Play-Fair Lda.
Na base da decisão judicial está a reclamação de uma dívida superior a 15 milhões de euros por parte do credor brasileiro. Para além do risco iminente de alienação do Complexo Desportivo de Fão — um dos principais ativos em causa no processo de arresto —, o tribunal deu como provado o cenário de profunda fragilidade financeira da sociedade leixonense, que apresenta capitais próprios negativos de 10,4 milhões de euros e apenas cerca de 14 mil euros disponíveis em caixa.
Fonte - A Bola