Porto, 18 out 2026 (Lusa) – Cerca de três centenas de pessoas mantinham-se concentradas pelas 04:00 da manhã deste domingo na Praça D. João I, no centro do Porto, sem intenção de abandonar o local e na expectativa de evitar novos incidentes com as forças de segurança.
Mariana Guedes, porta-voz do Movimento pela Habitação, confirmou a determinação dos manifestantes em dar continuidade ao protesto, salientando a esperança de não registar "nenhuma visita da polícia", em particular após os episódios de tensão vividos recentemente. Durante a madrugada, o grupo permaneceu em silêncio, reagindo pontualmente às buzinadelas de apoio dos automobilistas que circulavam pela zona.
O protesto, que teve início no sábado passado com uma acampada urbana, tem sido marcado por momentos de forte crispação. Após uma intervenção de limpeza municipal na segunda-feira, a madrugada de quinta-feira registou uma carga policial de que resultaram cerca de quatro dezenas de feridos — com os promotores do protesto a garantirem uma postura pacífica, enquanto a PSP alegou ter enfrentado resistência.
Apesar da intervenção policial dos últimos dias, os ativistas voltaram a erguer mais de 50 tendas no local, preparando-se para prosseguir com um programa de atividades ao longo do dia em defesa do acesso universal a uma habitação digna e acessível.