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Corrida ao Emagrecimento sob Alerta: Medicamentos Motivam Uma Suspeita de Reação Adversa por Dia
Farmacovigilância regista aumento acentuado de notificações associadas aos novos tratamentos para a perda de peso, com especialistas a reforçar o apelo ao uso responsável e sob vigilância médica.
Por Redação
Publicado em 15/10/2026 09:17
Sociedade
Clínica Leger

O fenómeno global em redor dos novos fármacos para a perda de peso e controlo da diabetes está a ter um impacto direto no sistema de farmacovigilância. Em Portugal, a utilização crescente destes medicamentos tem vindo acompanhada por um número significativo de alertas: em média, é registada uma suspeita de reação adversa por dia associada a esta classe terapêutica.

Os dados refletem a popularidade exponencial de fármacos injetáveis (como os análogos do GLP-1), impulsionada tanto pela eficácia demonstrada no tratamento da obesidade como pela forte exposição nas redes sociais e na opinião pública. Contudo, esta elevada procura tem também colocado em evidência os riscos decorrentes da sua utilização, sobretudo quando efetuada sem o devido acompanhamento médico ou para fins meramente estéticos.

Queixas Frequentes e Riscos Associados

Entre as reações mais comummente notificadas pelos utentes e profissionais de saúde encontram-se:

Perturbações gastrointestinais: Náuseas intensas, vómitos, diarreia, obstipação e dores abdominais.

Efeitos sistémicos: Fadiga marcada, tonturas e hipoglycemia (especialmente quando combinados com outros tratamentos).

Casos graves sob investigação: Complicações mais raras, como pancreatite ou problemas na vesícula biliar, que exigem monitorização rigorosa.

As autoridades de saúde sublinham que a notificação de uma "suspeita de reação adversa" não confirma automaticamente uma relação de causa-efeito direta com o medicamento, mas funciona como um indicador essencial para monitorizar o perfil de segurança destes produtos no mercado.

Apelo à Prescrição e Uso Responsável

Perante este cenário, os especialistas voltam a alertar para os perigos do recurso a estes fármacos fora das indicações aprovadas ou através de canais de venda não autorizados (como a aquisição através da internet).

A obesidade é uma doença crónica complexa que exige um plano de tratamento integrado — incluindo alterações no estilo de vida, nutrição e exercício físico. O uso de medicação deve ser sempre individualizado, prescrito por um médico e sujeito a uma vigilância regular para minimizar complicações e garantir a segurança do doente.

Fonte - Lusa 

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