Lisboa, 06 out 2026 (Lusa) — O presidente da Câmara Municipal de Lisboa e vice-presidente do PSD, Carlos Moedas, saiu esta terça-feira em defesa do Governo liderado por Luís Montenegro, rejeitando as recentes críticas tecidas pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho à atuação do atual executivo social-democrata.
Em entrevista ao programa Política com Assinatura, da rádio Antena 1, o autarca da capital — que desempenhou o cargo de secretário de Estado adjunto durante o governo da troika — considerou as palavras do ex-líder do partido desfasadas da realidade política do país. "Não estou de acordo com o que ele disse. Está a ser injusto no sentido em que aquilo que diz não tem razão de ser. As reformas que este Governo está a fazer são as possíveis dentro do quadro que existe, que é uma minoria muito difícil", frisou Carlos Moedas, lembrando que a governação de Passos Coelho contava com o apoio de uma maioria absoluta no Parlamento.
Marcando as diferenças entre as duas épocas, o dirigente social-democrata salientou que "Passos foi o homem certo no momento certo daquele tempo", enquanto Luís Montenegro se afirma como "o homem certo deste momento", destacando o seu percurso e traquejo parlamentar para lidar com as exigências de um mandato sem maioria. "Para Passos Coelho hoje em dia é mais fácil falar do que fazer, Luís Montenegro é que sabe esta dificuldade de estar em minoria", reforçou.
Questionado sobre as intenções de Pedro Passos Coelho em relação a um eventual regresso à chefia do Governo, Carlos Moedas remeteu qualquer clarificação para o próprio, mas garantiu que o atual ciclo político social-democrata está longe de terminar: "Ele vai ter um ciclo mais longo do que as pessoas pensam (...) Em 2029, ainda vai haver seguramente mais Montenegro, ele está a fazer um bom trabalho, vai a eleições e vai ganhar".