Lisboa, 27 set 2026 (Lusa) — A Guarda Nacional Republicana (GNR) contabilizou mais de 2.600 ilícitos relacionados com o abandono e maus-tratos a animais de companhia e de exploração em Portugal continental, num balanço que abrange o período entre o início de 2024 e o final do passado mês de agosto.
Segundo os dados avançados este domingo pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), a força de segurança sinalizou 982 ocorrências de abandono e 1.668 infrações associadas a mortes e maus-tratos físicos. No âmbito do esforço de fiscalização, que envolveu perto de 19.200 operações direcionadas para o bem-estar animal e controlo de espécimes perigosos, os militares da Guarda conseguiram resgatar e salvar mais de 7.500 animais, integrando espécimes de companhia, pecuária e fauna selvagem.
Apenas nos primeiros seis meses de 2026, a atividade operacional da GNR permitiu o resgate de quase 2.900 animais, tendo mais de 2.150 sido encaminhados para Centros de Recolha Oficial e cerca de 300 exemplares selvagens devolvidos ao seu ecossistema natural. O balanço sucede a um ano de 2025 focado na prevenção, no qual se registaram perto de 4.700 salvamentos e a restituição de 1.500 animais à natureza.
Paralelamente, a Linha SOS Ambiente e Território revelou-se determinante na sinalização de infrações, somando mais de mil participações de cidadãos desde janeiro de 2024, com especial incidência nos distritos do Porto (179), Setúbal (164) e Lisboa (149). No combate ao comércio ilegal de espécies protegidas (CITES), as ações do SEPNA culminaram na instauração de 265 autos de contraordenação e 24 processos-crime, concentrando-se as principais infrações nas regiões do Porto, Aveiro e na Madeira.