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Ventura Critica Opção Militar De Trump No Irão E Pressiona Por Inquérito A Luís Neves
No encerramento da cimeira de extrema-direita na Ericeira, o líder do Chega responsabiliza o Presidente norte-americano pela subida dos combustíveis na Europa e exige que a comissão parlamentar de inquérito arranque antes do Orçamento do Estado.
Por Redação
Publicado em 27/09/2026 11:57
Nacional
@Lusa

Ericeira, Lisboa, 27 set 2026 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, manifestou este sábado uma posição crítica em relação à atuação do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no âmbito da escalada militar com o Irão, apontando a intervenção norte-americana como a principal responsável pela recente crise no preço dos combustíveis e pela instabilidade económica na Europa.

Falando aos jornalistas na Ericeira, à margem do encerramento do primeiro encontro da Fundação Patriots for Europe, o líder partidário lamentou o impacto direto do conflito nas famílias e empresas europeias. "Acho que o Presidente Trump cometeu muitos erros no último mês. Até à guerra no Irão, penso que está a afetar toda a economia mundial", declarou Ventura, argumentando não ser justo que países como Portugal, Espanha, França e Itália fiquem encarregues de arcar com a fatura financeira e energética de uma guerra iniciada por Washington.

Paralelamente às questões internacionais, André Ventura aproveitou a ocasião para pressionar a agenda política nacional, exigindo a aceleração dos trabalhos para a constituição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à atuação de Luís Neves enquanto ex-diretor nacional da Polícia Judiciária. O líder da oposição expressou a intenção de ver os trabalhos operacionais no Parlamento a arrancar no decorrer dos próximos dias, visando concretizar os primeiros passos da averiguação antes da discussão do Orçamento do Estado para 2027.

Classificando a iniciativa como "a mais importante da história" do país por romper com o entendimento entre os dois maiores partidos, Ventura garantiu que o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna será conduzido de forma rigorosa, assegurando a salvaguarda do prestígio institucional e da autonomia funcional dos órgãos de polícia criminal e do Ministério Público.

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