Porto, 25 set 2026 (Lusa) — O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, rejeitou categoricamente esta sexta-feira a abertura de exceções à proibição de circulação de veículos pesados de mercadorias na Via de Cintura Interna (VCI), desvalorizando o apelo formal formulado pela Comunidade Portuária de Leixões.
Desde o passado dia 15 de setembro, o atravessamento da VCI nos dias úteis, entre as 7h00 e as 21h00, está reservado exclusivamente a veículos pesados com origem ou destino no concelho do Porto. A comunidade portuária reclamava um regime idêntico para os camiões com destino ou origem no Porto de Leixões, alegando que o desvio obrigatório pela Circular Regional Externa do Porto (CREP/A41) adiciona cerca de 26 quilómetros ao trajeto de transporte de mercadorias.
Confrontado com o pedido à saída da reunião do Conselho Metropolitano do Porto, Pedro Duarte garantiu, "sem qualquer hesitação", que conceder exceções seria "voltar ao mesmo" e desvirtuar o objetivo de retirar o tráfego de atravessamento do coração da Invicta. O autarca argumentou que o consumo de combustível no circuito fluído da CREP poderá compensar as perdas financeiras do constante pára-arranca da VCI, sublinhando que a medida visa equiparar o Porto às grandes metrópoles mundiais.
Apesar das críticas do setor portuário e das 40 infrações já autuadas pela PSP na primeira semana de fiscalização, Pedro Duarte faz um balanço "extraordinariamente positivo" do impacto na mobilidade urbana. Para estruturar soluções definitivas para o nó de Francos e a saturação viária, o autarca revelou estar a preparar com a Infraestruturas de Portugal (IP) um protocolo de cooperação para avançar com a futura Via de Cintura Externa (VCE), cujos detalhes serão tornados públicos nas próximas semanas.