A tendência de subida dos juros no mercado interbancário voltou a ganhar força esta semana, impulsionada pelas expectativas em redor das próximas decisões da política monetária europeia. A Euribor fixou-se em novos máximos a seis e a 12 meses, registando os valores mais elevados desde o período do verão de 2024, numa subida que volta a pressionar o custo dos empréstimos.
A variação reflete uma maior cautela por parte dos investidores quanto ao ritmo de desvalorização das taxas de referência, impactando diretamente o crédito à habitação em Portugal. A prestação da casa para as famílias com contratos indexados a estes prazos — particularmente a 12 meses, onde o ajuste reflete o acumulado do último ano — deverá sofrer um novo desagravamento ou revisão em alta, dependendo do momento exato de atualização do contrato.
Por outro lado, a Euribor a três meses manteve um comportamento mais estável, alinhada com as operações de liquidez de curto prazo do Banco Central Europeu. Os analistas antecipam que a volatilidade nos prazos mais longos continue nas próximas semanas, à medida que surgirem novos dados sobre a inflação e o crescimento económico na Zona Euro.
Fonte - Lusa