O custo de vida em Portugal continua sob forte pressão e a fatura da habitação promete dar mais um encargo financeiro aos orçamentos familiares já no próximo mês. A sequência de agravamentos nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) traduzir-se-á, a partir de outubro, num aumento direto das Prestações do Crédito à Habitação, com subidas estimadas entre os 35 e os 100 euros mensais.
De acordo com as simulações efetuadas pela DECO para um financiamento médio de 150 mil euros (com um spread de 1%), o impacto varia em função do prazo de indexação do contrato:
Euribor a 3 meses: acréscimo médio de 35 euros por mês.
Euribor a 6 meses: subida de 55 euros mensais.
Euribor a 12 meses: agravamento a aproximar-se dos 100 euros no encargo mensal.
Apesar de a esmagadora maioria dos novos contratos estar a ser celebrada com taxa mista, o panorama global do mercado português continua maioritariamente exposto às oscilações dos mercados financeiros: 68% do total do stock de crédito permanece associado a taxas variáveis, contra apenas 28% em modalidade mista.
Perante esta conjuntura — em que as taxas Euribor se mantêm em patamares elevados (3,3% a 12 meses e perto de 3% a 6 meses) —, as famílias procuram antecipar o sufoco financeiro. A procura pela renegociação das condições contratuais tem vindo a intensificar-se, aproximando-se dos máximos registados no ano transato, numa tentativa de amortecer o impacto do crédito bancário nas despesas do dia a dia.
Fonte - Sic notícias / Lusa