As duas hastas públicas promovidas pela Câmara Municipal do Porto para alienar imóveis anteriormente previstos para a instalação de mesquitas terminaram este final de tarde sem qualquer proposta. Os espaços, localizados na Rua da Porta do Sol e na Rua do Pinheiro Grande, tinham valores base de licitação fixados em 913,7 mil euros e 1,3 milhões de euros, respetivamente.
A sessão para o edifício da Batalha contou com escassos assistentes, enquanto a licitação do terreno em Campanhã decorreu em salas desérticas, na presença exclusiva de técnicos municipais e jornalistas.
A decisão de colocar os bens no mercado foi aprovada em julho pelo novo executivo de Pedro Duarte, revertendo a intenção da equipa de Rui Moreira, que equacionava ceder o direito de superfície a duas associações muçulmanas locais. Pedro Duarte justificou a medida afirmando que a edificação de mesquitas não integra a lista de prioridades do município, abrindo espaço para a venda generalizada no mercado imobiliário.
A ausência de compradores deixa agora em aberto o futuro dos terrenos e mantém a incerteza para a comunidade islâmica do Porto, que enfrenta prazos limite de desocupação nos seus espaços de culto atuais.
Fonte - Lusa / Observador