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Imóveis no Porto destinados a mesquitas ficam sem comprador em hasta pública
Nenhum licitante apresentou propostas para os prédios da Porta do Sol e de Campanhã. O atual executivo liderado por Pedro Duarte já tinha classificado a construção de templos islâmicos como "não prioritária".
Por Redação
Publicado em 16/09/2026 18:03
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As duas hastas públicas promovidas pela Câmara Municipal do Porto para alienar imóveis anteriormente previstos para a instalação de mesquitas terminaram este final de tarde sem qualquer proposta. Os espaços, localizados na Rua da Porta do Sol e na Rua do Pinheiro Grande, tinham valores base de licitação fixados em 913,7 mil euros e 1,3 milhões de euros, respetivamente.

A sessão para o edifício da Batalha contou com escassos assistentes, enquanto a licitação do terreno em Campanhã decorreu em salas desérticas, na presença exclusiva de técnicos municipais e jornalistas.

A decisão de colocar os bens no mercado foi aprovada em julho pelo novo executivo de Pedro Duarte, revertendo a intenção da equipa de Rui Moreira, que equacionava ceder o direito de superfície a duas associações muçulmanas locais. Pedro Duarte justificou a medida afirmando que a edificação de mesquitas não integra a lista de prioridades do município, abrindo espaço para a venda generalizada no mercado imobiliário.

A ausência de compradores deixa agora em aberto o futuro dos terrenos e mantém a incerteza para a comunidade islâmica do Porto, que enfrenta prazos limite de desocupação nos seus espaços de culto atuais.

Fonte - Lusa / Observador

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