Lisboa, 08 set 2026 (Lusa) — O Sindicato dos Trabalhadores de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) classificou esta terça-feira como "desalentadora" a contraproposta apresentada pelo Conselho Diretivo do INEM e confirmou a intenção de manter os dois dias de paralisação agendados para 14 e 28 de setembro, caso a tutela não reforce as garantias negociadas.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do STEPH, Rui Lázaro, explicou que o documento enviado pelo presidente do instituto, Luís Cabral, se afasta dos pontos de convergência que tinham sido alcançados a 26 de agosto durante uma reunião no Ministério da Saúde. O ponto mais crítico do desacordo prende-se com o futuro de 56 ambulâncias de emergência médica.
Segundo o dirigentes sindical, a intenção inicial do INEM passava por retirar estas viaturas do atendimento direto ao público para as afetar exclusivamente a transferências entre hospitais. Embora o Ministério da Saúde tivesse sinalizado a manutenção destes meios na resposta direta à população, a contraproposta final do instituto voltou a prever a sua afetação regular ao transporte inter-hospitalar.
O caderno reivindicativo do STEPH contesta ainda a conversão de ambulâncias de Suporte Imediato de Vida em veículos ligeiros — uma medida que o sindicato considera penalizadora para a capacidade de transporte de doentes —, exigindo em contrapartida o alargamento da rede de emergência até ao final de 2027. O INEM tem rejeitado as acusações de perda de capacidade assistencial, assegurando que o plano de reorganização em curso visa otimizar a resposta prestada aos cidadãos.
O sindicato já solicitou uma audiência de urgência à ministra da Saúde na expectativa de alcançar um entendimento prévio que permita suspender os protestos convocados para a próxima semana.