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Chega Ataca Oposição E Denuncia "Esquizofrenia De Coragem" Na Moção Ao Governo
André Ventura acusa os restantes partidos de falta de decência no 'caso Luís Neves' e justifica iniciativa por ausência de mecanismos legais para destituir ministros.
Por Redação
Publicado em 05/09/2026 21:23
Nacional
@Lusa

Loures, Lisboa, 05 set 2026 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, reagiu este sábado ao chumbo anunciado da sua moção de censura ao Governo de coligação PSD/CDS-PP, acusando a restante oposição no parlamento de padecer de "uma espécie de esquizofrenia de coragem" e de recuar no momento da votação.

Durante a rentrée política da distrital de Lisboa do partido, em Loures, o líder do Chega defendeu que a iniciativa parlamentar não se prende com meras divergências políticas com a equipa governamental, mas sim com uma questão central de "decência" institucional. André Ventura criticou a postura dos partidos que, apesar de apontarem graves falhas à permanência de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna devido ao seu passado na Polícia Judiciária, optam por votar contra o texto.

Confrontado com o risco de provocar a queda do executivo liderado por Luís Montenegro, o dirigente partidário desvalorizou esse desfecho e justificou o recurso à moção de censura com as limitações do sistema constitucional português, que ao contrário do regime espanhol não dispõe de moções de censura setoriais para destituir governantes de forma individual.

A discussão da proposta apresentada pelo Chega está agendada para a próxima terça-feira na Assembleia da República, onde a inviabilização do documento está já garantida devido às posições previamente assumidas pelas restantes bancadas parlamentares.

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