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Paulo Raimundo rasga garantia do Governo e avisa que promessa sobre as pensões “não vale nada”
Líder do PCP classifica estudo do executivo sobre a Segurança Social como uma “golpada” e apela à mobilização dos trabalhadores para travar eventuais recuos nas reformas.
Por Redação
Publicado em 27/08/2026 21:58
Nacional
@Lusa

Seixal, Setúbal, 27 ago 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, desvalorizou esta quinta-feira a garantia dada pelo primeiro-ministro de que não haverá alterações à Segurança Social na presente legislatura, assegurando que a palavra do Governo nesta matéria não tem qualquer crédito e que a contenção do executivo dependerá exclusivamente da resistência dos trabalhadores.

Durante uma visita aos preparativos da Festa do Avante!, no Seixal, o líder comunista acusou o Governo de ter lançado "o barro à parede" ao divulgar o recente estudo sobre a sustentabilidade do sistema de pensões. Classificando o documento como uma "golpada" desenhada para justificar conclusões preconcebidas, Raimundo defendeu que a intenção de mexer nos direitos dos reformados apenas será travada com uma resposta firme da sociedade e da força laboral, sublinhando que a palavra dada por Luís Montenegro "vale tanto como uma pedra de gelo ao Sol".

As críticas surgem no mesmo dia em que o primeiro-ministro declarou o dossier da Segurança Social "fechado" até ao final do mandato, acusando a oposição de demagogia. Sem ilusões quanto às negociações do próximo Orçamento do Estado, Paulo Raimundo confirmou que o PCP avançará com propostas focadas na valorização dos salários e no aumento real das pensões e reformas.

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