A pressão sobre a rede hospitalar da Região Metropolitana de Lisboa voltou a intensificar-se, registando-se um aumento generalizado nos tempos de espera para atendimento urgente nas principais unidades de saúde da capital e concelhos limítrofes.De acordo com os dados mais recentes do Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), doentes conotados com o grau de gravidade "urgente" — identificados com a pulseira amarela — enfrentam demoras que em vários casos triplicam o tempo recomendado pelo protocolo de Triagem de Manchester, fixado nos 60 minutos. Entre os estabelecimentos mais fustigados por esta vaga de afluência encontram-se o Hospital de Santa Maria, o Hospital de São Francisco Xavier e as unidades do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e da Margem Sul.
Fatores de pressão no sistema
Aumento de infeções respiratórias: O fluxo anormal de utentes está em grande parte associado ao pico sazonal de doenças virais e complicações respiratórias.
Falta de profissionais de saúde: As equipas de urgência continuam a ter dificuldade em preencher as escalas de serviço, um problema crónico agravado pela escassez de médicos e enfermeiros em turnos noturnos e de fim de semana.
Falta de alternativa nos Cuidados Primários: A incapacidade de resposta dos centros de saúde para consultas do próprio dia continua a canalizar casos não urgentes para os hospitais.
A direção do SNS reforça o apelo aos cidadãos para que, antes de se deslocarem pelos próprios meios a uma urgência hospitalar, contactem a linha SNS 24 (808 24 24 24) para realizarem uma pré-triagem telefónica e obterem o devido encaminhamento para a unidade de saúde mais adequada.
Fonte - Lusa