A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, manifestou forte perplexidade perante o anúncio de uma greve geral dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH), agendada para os dias 14 e 28 de setembro. Em declarações prestadas em Faro, a governante assumiu estar surpreendida com a decisão do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) e apelou ao bom senso dos representantes sindicais para que reponderem a paralisação.
A titular da pasta da Saúde garantiu não compreender os fundamentos do protesto, sublinhando que o Ministério se encontra num processo ativo de negociação e valorização da carreira destes profissionais. Ana Paula Martins recordou que a prestação de cuidados de emergência envolve «limites de natureza ética» intransponíveis, assegurando que, caso a greve avance, serão decretados os serviços mínimos necessários para proteger a população.
Reagindo também à exigência dos sindicatos para o afastamento do presidente do conselho diretivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Cabral, a ministra foi perentória ao afastar essa hipótese, declarando que a definição da liderança do instituto não compete às estruturas sindicais.
Do lado dos trabalhadores, a greve — aprovada em Assembleia Geral — surge em protesto contra a nova Lei Orgânica do INEM e a reestruturação da rede de socorro, designadamente a passagem de meios de emergência para as Unidades Locais de Saúde (ULS). Os profissionais acusam a tutela e a atual administração de promoverem o «desmantelamento» do serviço público de emergência médica.
Fonte - Lusa