O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, reagiu com forte contestação à restituição à liberdade de um dos homens identificados pelas autoridades no âmbito do tiro que atingiu uma turista no coração de Lisboa. O autarca classificou publicamente a medida adotada pelas instâncias judiciais como «inaceitável», alertando para o impacto negativo que tais decisões têm na perceção de segurança e na eficácia da ação policial. Em causa está um litígio na via pública envolvendo alegados vendedores de substâncias ilícitas na Baixa lisboeta, durante o qual foi efetuado um disparo com arma de fogo. Uma turista estrangeira, que circulava na zona, acabou por ser atingida por uma bala perdida e teve de receber assistência médica hospitalar, encontrando-se atualmente livre de perigo de vida.
Na sequência do sucedido, a Polícia de Segurança Pública conduziu diligências que culminaram na identificação e posterior detenção de um indivíduo suspeito de envolvimento nas altercações. Contudo, após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial — no âmbito de outro processo pendente de violência doméstica —, o juiz determinou a libertação do arguido, aplicando-lhe como medida de coação apenas a obrigação de apresentações periódicas.
A decisão provocou de imediato a reação crítica de Carlos Moedas. O autarca expressou total repúdio pelo desfecho, argumentando que a colocação em liberdade do suspeito mina o trabalho preventivo das forças de segurança e transmite uma mensagem de desresponsabilização. Além disso, defendeu que episódios desta natureza e as subsequentes decisões da justiça colocam em risco não só o sentimento de tranquilidade de quem vive e trabalha na capital, mas também a própria reputação do país e do turismo nacional no exterior.
Fonye