Lisboa, 03 ago 2026 (Lusa) — O Livre defendeu esta segunda-feira o afastamento definitivo de qualquer função na Assembleia da República de quem venha a ser identificado como responsável pela alegada intrusão no gabinete do líder do Chega, instando o Conselho de Administração do parlamento a clarificar os protocolos de segurança em vigor.
Em declarações aos jornalistas no Palácio de São Bento, o deputado Rui Tavares sublinhou a gravidade sem precedentes do episódio registado na semana passada — no qual André Ventura denunciou o desaparecimento de documentos associados a comissões parlamentares de inquérito —, sustentando que as forças políticas devem assumir um compromisso político inequívoco de sanção. O parlamentar propôs que, independentemente do desfecho judicial a cargo da Polícia Judiciária, os intervenientes com vínculos partidários fiquem impedidos de exercer cargos de assessoria, representação ou candidatura parlamentar.
Adicionalmente, a bancada do Livre pretende requerer à mesa de administração da câmara legislativa informação detalhada sobre o cumprimento das normas de trancamento das instalações à data dos factos. Tavares apelou ainda à célere aprovação e implementação faseada das recomendações de segurança elaboradas pelas forças policiais, alertando para a vulnerabilidade das instalações e para o impacto institucional que a alegada violação de privacidade de um órgão de soberania acarreta.