Brasília, 28 jul 2026 (Lusa) — A equipa jurídica do senador e candidato à presidência do Brasil Flávio Bolsonaro submeteu esta terça-feira uma exposição escrita à Polícia Federal, negando a prática de qualquer ilícito penal contra o chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva. O inquérito em causa avalia uma publicação do filho de Jair Bolsonaro efetuada em janeiro na rede social X, na qual abordava a detenção do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro.
Na documentação enviada às autoridades judiciais, os advogados sustentam que a expressão "Lula será delatado" constituía apenas uma conjetura sobre acontecimentos futuros e não a imputação falsa de um crime concreto. A defesa argumenta ainda que a mensagem juntava frases distintas com destinatários diferentes, não existindo qualquer difamação intencional contra o atual Presidente.
“As manifestações atribuídas se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos.”
A audição presencial, que se encontrava prevista para esta terça-feira por determinação do Supremo Tribunal Federal, acabou por ser cancelada após a entrega dos esclarecimentos por escrito. Os elementos recolhidos seguirão agora para a Procuradoria-Geral da República, a quem caberá decidir entre o arquivamento do processo ou a dedução de acusação formal contra o parlamentar.