O Ministério da Educação procedeu à convocação extraordinária de 111 professores classificadores que se encontravam em período de férias ou com baixa médica, numa tentativa de responder ao elevado volume de provas de exames nacionais e garantir o cumprimento do calendário escolar.
A medida surge num momento crítico do processo de avaliação externa, em que o atraso na classificação das provas ameaçava condicionar prazos essenciais, designadamente a divulgação de resultados e o processo de candidatura de milhares de alunos ao ensino superior.
Segundo fontes do setor, a decisão de mobilizar docentes em gozo de licença ou incapacidade temporária gerou inquietação entre os sindicatos e os próprios docentes, que apontam a falta crónica de meios e o desgaste físico e mental dos professores como as causas estruturais para as dificuldades sentidas no processo de classificação.
Apesar das críticas, a tutela garante que a prioridade passa por assegurar a normalidade no arranque do ano letivo e a igualdade de oportunidades de acesso para todos os estudantes, esperando concluir a fase de classificação nos prazos previstos.
Fonte - Lusa