Nova Iorque, 25 jul 2026 (Lusa) — A gigante tecnológica Meta confirmou a sua saída oficial da iniciativa RE100, um grupo internacional que promove o uso exclusivo de eletricidade vinda de fontes limpas. A decisão surge como consequência direta da expansão acelerada dos seus centros de dados, infraestruturas fundamentais para suportar o processamento de Inteligência Artificial, mas que exigem um abastecimento elétrico sem precedentes.
A decisão de cortar laços com o projeto gerido pelo Climate Group foi motivada por novos investimentos da Meta em centrais de gás natural, uma fonte fóssil considerada incompatível com os requisitos de sustentabilidade da organização.
“Após várias discussões aprofundadas entre a Meta e o Climate Group, a Meta retirou-se da iniciativa RE100, por já não conseguir cumprir os critérios técnicos devido aos investimentos em novas centrais a gás natural”, declarou um representante da ONG.
A Meta não é caso único nesta viragem energética, juntando-se a outros gigantes como a Microsoft e a Alphabet em acordos recentes com a indústria do gás para evitar falhas no fornecimento. Para além do impacto direto na rede elétrica global — cuja procura deverá crescer quase 4% nos próximos anos —, a expansão dos centros de dados para IA enfrenta ainda o desafio do consumo massivo de água para o arrefecimento das infraestruturas.