A plataforma deixe de sugerir conteúdos criados por menores na secção de recomendações personalizadas.
Esta tomada de posição surge na sequência de um inquérito aprofundado iniciado em fevereiro de 2024 ao abrigo do Regulamento dos Serviços Digitais (DSA). A investigação contou com a análise de dados internos da plataforma, avaliação da sua interface e audições a peritos em proteção infantil, forças de segurança e especialistas em neuropsicologia.
O processo europeu está também a avaliar outros pontos críticos do TikTok, designadamente as funcionalidades que estimulam o uso aditivo e o fenómeno conhecido como "efeito toca do coelho" — a tendência do algoritmo para arrastar o utilizador para conteúdos cada vez mais extremos —, assim como a eficácia dos filtros de verificação de idade.
A plataforma de origem chinesa terá agora a oportunidade de consultar o processo e apresentar a sua defesa por escrito. Caso as suspeitas se confirmem no relatório final, a Comissão Europeia poderá aplicar uma sanção financeira severa, com multas que podem atingir 6% do volume de negócios anual global da empresa.
Fonte- Lusa