Atenas, 22 jul 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assumiu esta quarta-feira que as falhas no processo de digitalização e correção dos exames nacionais causaram perturbações no concurso de acesso ao ensino superior, mas afiançou que “o pior já passou”. Falando a partir da Grécia, após um encontro bilateral com o homólogo Kyriákos Mitsotákis, o chefe do Governo assegurou que a transparência e a igualdade entre todos os estudantes estão plenamente garantidas.
Confrontado com a nota oficial divulgada pelo Presidente da República, António José Seguro — que exigiu rigor, previsibilidade e lições tiradas perante a ansiedade gerada nas famílias —, Montenegro rejeitou qualquer cenário de crispação institucional, garantindo ter sido o “menos surpreendido” com o recado do Palácio de Belém.
“As preocupações do senhor Presidente da República foram também sempre as preocupações do Governo e do senhor ministro da Educação. Creio que estão reunidas as condições para podermos dizer que o pior já passou e que as garantias de rigor e de equidade estão salvaguardadas”, sustentou o primeiro-ministro.
Apesar do rasto de contestação em torno do Ministério da Educação, o líder do Executivo reforçou a intenção de concluir e consolidar a transição digital na classificação das provas do secundário, alegando existir um consenso alargado sobre as vantagens do modelo:
Inovação Mantida: O Governo defende que a digitalização traz mais transparência, rapidez e fluidez ao sistema de acesso ao ensino superior, devendo o modelo ser aprimorado e não abandonado.
Segunda Fase dos Exames: Montenegro manifestou a expectativa de que a nova etapa decorra com “muito menos perturbação”, assegurando mecanismos de prevenção acrescidos para evitar a repetição dos erros técnicos registados na primeira fase.
Alinhamento Institucional: O chefe de Governo reafirmou estar em sintonia com a Presidência da República quanto à necessidade de o Estado reconhecer falhas, dar explicações céleres e proteger a igualdade de oportunidades dos candidatos.