Kiev, 19 jul 2026 (Lusa) – O alto comando militar de Moscovo, através do chefe do Estado-Maior Valery Gerasimov, confirmou a captura das localidades de Krasny Liman, Piskunovka e Myrne, situadas na frente leste da Ucrânia. Em paralelo, uma vaga de aparelhos voadores não tripulados lançada por Kiev contra instalações logísticas em território russo resultou na morte de pelo menos oito civis.
De acordo com a narrativa oficial do Kremlin, as forças do país estão a progredir em múltiplos eixos e já romperam as linhas defensivas ucranianas no Donbass, posicionando-se a escassos cinco quilómetros da periferia de Kramatorsk. Na zona ocidental do teatro de operações, o exército russo terá ainda travado uma tentativa das tropas ucranianas de cruzar o rio Oskol.
Em resposta à pressão terrestre, as forças ucranianas desencadearam uma operação aérea massiva, utilizando mais de 370 drones na direção da região de Moscovo. O ataque atingiu dois grandes complexos logísticos da multinacional de comércio eletrónico Wildberries nas regiões de Tambov e de Moscovo, provocando vítimas mortais entre os funcionários do turno da noite. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justificou os alvos alegando que os armazéns serviam para armazenar componentes eletrónicos contrabandeados e destinados à indústria bélica russa.
As investidas de Kiev provocaram ainda um incêndio de grandes proporções num depósito petrolífero em Noginsk, forçando a evacuação urgente de uma maternidade por razões de segurança. Do lado ucraniano, as autoridades locais reportaram que os bombardeamentos russos no sudeste do país provocaram cinco mortos e cerca de duas dezenas de feridos nas últimas 24 horas.