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Brasil instala na Argentina reserva estratégica de antígenos contra febre aftosa
Parceria internacional cria banco de emergência para blindar as exportações brasileiras de carne e garantir uma resposta rápida em caso de surto.
Por Redação
Publicado em 18/07/2026 12:54
International
@Lusa

Brasília, 18 jul 2026 (Lusa) — O Executivo brasileiro estabeleceu em território argentino o seu primeiro banco de antígenos focado no combate à febre aftosa. A infraestrutura funciona como uma reserva estratégica transfronteiriça concebida para atuar de forma imediata perante qualquer eventual foco da patologia no gado.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil esclareceu que a opção pelo armazenamento de antígenos — em vez do stock de vacinas tradicionais — se deve à longevidade do material. Enquanto as vacinas prontas apresentam uma validade curta, esta matéria-prima biológica mantém-se viável por prazos alargados e pode ser convertida com rapidez em milhões de doses imunizadoras assim que a indústria pecuária o exija. O projeto resultou de um consórcio técnico que uniu o Governo federal, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o laboratório Biogénesis Bagó.

A inauguração oficial decorreu na localidade argentina de Garín e contou com a presença do ministro André de Paula. O governante sublinhou que este dispositivo reforça a segurança sanitária nacional e ajuda a proteger a certificação internacional que o Brasil detém desde 2025, ano em que a Organização Mundial de Saúde Animal declarou o país oficialmente livre de febre aftosa sem obrigatoriedade de vacinação em massa. André de Paula defendeu que a prontidão operacional é o único caminho para sustentar a liderança global que o país assume no mercado da carne bovina.

A criação desta reserva na Argentina faz parte do plano de contingência para as fronteiras comerciais do Brasil. Com o fim da vacinação sistemática do efetivo pecuário nos últimos anos, as autoridades agrícolas passaram a depender de mecanismos de vigilância ativa e de reservas moleculares centralizadas para conter potenciais crises biológicas sem prejudicar o fluxo contínuo de exportação de proteína animal para os mercados mais exigentes do mundo.

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