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Israel avisou EUA sobre plano do Irão para assassinar Trump – WSJ
Alerta secreto da inteligência israelita expõe conspiração de Teerão para abater o presidente norte-americano, em retaliação pela morte do general Soleimani em 2020.
Por Redação
Publicado em 10/07/2026 06:29 • Atualizado 10/07/2026 06:35
International
@Lusa

Washington, 09 jul 2026 (Lusa) — Os serviços secretos de Israel entregaram às autoridades dos Estados Unidos relatórios confidenciais que revelam um alegado complô orquestrado pelo Irão para assassinar o presidente norte-americano, Donald Trump, noticiou o jornal The Wall Street Journal.

Segundo as informações avançadas pelo prestigiado diário de Nova Iorque, que cita fontes ligadas ao processo sob anonimato, a partilha de dados operacionais visou proteger o chefe de Estado, embora os detalhes específicos sobre a mecânica do atentado ou a identidade dos operacionais no terreno não tenham sido tornados públicos.

O aviso da inteligência israelita surge num contexto de forte deterioração das relações entre Washington e Teerão. O próprio Donald Trump abordou a sua vulnerabilidade na passada quarta-feira, durante a cimeira da NATO em Ancara, admitindo publicamente saber que existem fações no Irão empenhadas em atentar contra a sua vida. O presidente norte-americano associou diretamente este perigo à morte do icónico general iraniano Qasem Soleimani, uma figura cimeira da Guarda da Revolução Islâmica que foi eliminada em Bagdade através de um ataque com drones ordenado por Trump no seu primeiro mandato, em 2020.

Esta não é a primeira vez que os canais de segurança norte-americanos detetam ameaças deste género. Já em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA tinha avançado com uma acusação formal contra um cidadão do Paquistão, suspeito de tentar montar uma rede de recrutamento para assassinar o então candidato republicano — alegações que o regime iraniano sempre rejeitou.

A divulgação deste alegado plano de homicídio coincide com um dos períodos mais belicistas da história recente da região. Washington relançou recentemente uma série de ofensivas contra posições iranianas, acusando o país de sabotar e ameaçar o tráfego marítimo comercial no estratégico Estreito de Ormuz. Em resposta, as forças de Teerão retaliaram bombardeando bases e instalações norte-americanas no Médio Oriente. Perante a escalada, Donald Trump declarou oficialmente o fim do cessar-fogo que tinha sido estabelecido escassas três semanas antes através de um memorando de entendimento de paz.

Para já, e apesar do alarme gerado pelas revelações da imprensa norte-americana, nem o pessoal da Casa Branca nem a diplomacia do Irão emitiram qualquer reação ou confirmação oficial sobre o teor do documento partilhado por Israel.

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