Luanda, 30 jun 2026 (Lusa) — O chefe de Estado de Angola, João Lourenço, transmitiu esta terça-feira as suas felicitações à República Democrática do Congo (RDCongo) por ocasião do seu 66.º aniversário de independência, aproveitando o momento para vincar que os dois países vizinhos comungam do mesmo alinhamento e inquietações face à urgência em consolidar a paz e a estabilidade, quer a nível interno, quer em toda a geografia regional. Numa missiva oficial enviada ao seu homólogo congolês, Félix Tshisekedi, o líder angolano fez questão de recordar que a efeméride evoca uma era histórica crucial, na qual a RDCongo se assumiu como um bastião inspirador e um exemplo emblemático nas lutas de emancipação e soberania travadas pelos povos africanos pelo resgate da sua dignidade e autodeterminação.
Na mesma mensagem, João Lourenço argumentou que o percurso traçado pelas autoridades e pelo povo de Kinshasa desde a descolonização veio validar as grandes expectativas depositadas pelo continente africano, enaltecendo o papel ativo e o amparo que a RDCongo ofereceu a Luanda, num quadro internacional complexo, aquando do processo que culminou na proclamação da independência nacional de Angola. O Presidente angolano reforçou a ideia de que ambas as nações partilham um destino histórico indissociável e uma proximidade geográfica estratégica, da qual devem extrair vantagens mútuas em prol do progresso económico e social, potenciando a imensa riqueza de recursos naturais que os dois territórios encerram.
O estadista angolano frisou que esta partilha de desafios securitários impõe a Luanda e a Kinshasa o dever acrescido de mobilizarem esforços em plataformas de ação conjunta e coordenada para repor plenamente a tranquilidade e a proteção das populações na RDCongo, considerando este passo uma premissa vital para que os dois estados funcionem como motores do desenvolvimento em África. Recorde-se que Angola e a RDCongo dividem uma extensa linha de fronteira terrestre e fluvial de mais de 2.500 quilómetros, sendo a diplomacia angolana o principal rosto, há vários anos, de mediações internacionais destinadas a pacificar e estancar a violência militarizada que assola o leste do território do país vizinho.