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Patrícia Silva consagra-se a segunda melhor portuguesa nos 800 metros
A meio-fundista do Sporting fixou uma nova marca pessoal no meeting de Paris da Liga Diamante, superando o registo de Salomé Afonso e aproximando-se do recorde histórico de Carla Sacramento.
Por Redação
Publicado em 28/06/2026 20:31
Desporto
@Lusa

Paris, 28 de junho de 2026 (Lusa) — A atleta portuguesa Patrícia Silva rubricou este domingo uma exibição histórica na capital francesa, fixando o segundo melhor tempo de sempre de uma corredora lusa na distância dos 800 metros, no decorrer do prestigiado meeting de Paris, inserido na Liga Diamante.

A correr com as cores do Sporting, a atleta de 26 anos completou a prova nuns impressionantes 3.58,74 minutos. Patrícia Silva viajou para França com um recorde pessoal de 4.00,40 minutos estabelecido esta temporada, conseguindo retirar quase dois segundos à sua anterior marca. Com este desempenho, a sportinguista coloca-se a pouco mais de um segundo de distância do recorde nacional absoluto (3.57,71 minutos), que permanece na posse da lendária Carla Sacramento desde agosto de 1998.

Patrícia Silva cruzou a linha de meta na sétima posição. Na mesma corrida esteve também a benfiquista Salomé Afonso, que não foi além do 16.º posto ao registar o tempo de 4.06,36 minutos — uma marca distante do seu recorde pessoal de 3.59,52 minutos que, até ao dia de hoje, a consagrava como a segunda atleta nacional mais rápida da história nesta distância. A vitória nos 800 metros pertenceu à britânica Georgia Hunter Bell (3.55,63 minutos), seguida de perto pela etíope Freweyni Hailu, num pódio completado por Agathe Guillemot, que quebrou o recorde nacional de França.

A jornada na pista parisiense ficou marcada por outros feitos extraordinários no atletismo mundial. Nos 1.500 metros, a suíça Audrey Werro assinou uma página de ouro ao tornar-se a terceira mulher na história a baixar a barreira dos 1.54 minutos, parando o cronómetro nos 1.53,80 minutos. A sua marca fica apenas atrás dos dois registos mundiais históricos alcançados há mais de sete décadas pela checa Jarmila Kratochvílová (1951) e pela soviética Nadezhda Olizarenko (1953).

A reunião de elite serviu ainda para ditar os novos máximos mundiais do ano noutras disciplinas. Na velocidade, a dominicana Marileidy Paulino voou na pista para fixar a melhor marca anual nos 400 metros com o tempo de 48,48 segundos, um feito replicado no setor masculino pelo canadiano Marco Arop, que estabeleceu o melhor registo de 2026 nos 800 metros masculinos ao correr em 1.41,84 minutos.

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