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Percurso “imaculado” e “inacreditável” conduziu Benfica a título nacional de hóquei
Sem consentir qualquer derrota ao longo da prova, as águias recuperaram a hegemonia da modalidade num triunfo selado pela frieza do veterano João Rodrigues.
Por Redação
Publicado em 27/06/2026 10:16
Desporto
@Lusa

Lisboa, 27 de junho de 2026 (Lusa) — O hoquista internacional português João Rodrigues expressou hoje o seu enorme orgulho pela campanha perfeita que culminou na conquista do campeonato nacional de hóquei em patins pelo Benfica. As "águias" garantiram o troféu sem registar um único desaire na competição, um feito que o avançado rotulou de "inacreditável".

"Conseguimos, finalmente, fazer um campeonato imaculado, sem derrotas, e um percurso inacreditável, tendo em conta que o campeonato português é o melhor do mundo", destacou o experiente atacante em entrevista à agência Lusa, valorizando o nível de exigência dos adversários e a satisfação por "recolocar o Benfica na rota dos títulos".

João Rodrigues assumiu o papel de figura cimeira na eliminatória decisiva frente ao Sporting, ao faturar por três vezes na final, incluindo dois golos cruciais no terceiro jogo, que sentenciou a discussão do título a favor dos encarnados.

Apesar de o Benfica ter fechado a eliminatória com um pleno de vitórias diante do eterno rival, o internacional de 35 anos admitiu que a equipa acusou alguma ansiedade na primeira parte do último duelo, motivada pelo forte desejo de celebrar diante dos seus adeptos. Após superarem momentos de inferioridade numérica, as águias desataram o nó do jogo nos instantes finais do primeiro tempo.

"Ao intervalo estamos a ganhar 2-0, com dois golos no último minuto, e acho que esse foi um momento muito importante para fecharmos esta final", analisou, recordando a eficácia que acalmou as hostes benfiquistas.

Com uma contabilidade pessoal impressionante de 50 golos em todas as competições nesta temporada, João Rodrigues atribuiu o sucesso à maturidade acumulada ao longo dos anos. O atleta, detentor de títulos mundiais e europeus por Portugal, sublinhou que a sua missão e a de outros atletas maduros — como Diogo Rafael e Lucas Ordóñez, que se despedem agora da Luz — passou precisamente por amparar os jovens menos rotinados nestas andanças, como Viti ou Zé Miranda. "A experiência dá-nos isso e, acima de tudo, também tem o dever de ajudar os mais jovens a enfrentar estes momentos", concluiu o campeão nacional.

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