Palm Beach, Estados Unidos, 19 de junho de 2026 (Lusa) — O defesa-central Rúben Dias defendeu hoje que os momentos de maior adversidade servem para demonstrar o verdadeiro caráter e valor dos futebolistas da seleção nacional. O jogador admitiu que a equipa perdeu o poder de "meter medo" ao adversário durante o jogo de estreia no Mundial2026, mas assegurou que o grupo se mantém firme.
Em conferência de imprensa no Gardens North County District Park — o quartel-general de Portugal em Palm Beach —, o atleta do Manchester City encarou com naturalidade a contestação em torno da equipa. "Obviamente existe muita especulação e, quando os resultados não são positivos, é normal que triplique. Mas isso não belisca a confiança", afirmou o central de 29 anos. Ausente no empate por 1-1 diante da República Democrática do Congo devido a queixas físicas, o jogador confirmou que já se encontra recuperado e a treinar sem limitações.
Analisando a partida de estreia, Rúben Dias considerou que Portugal relaxou em campo após inaugurar o marcador logo nos instantes iniciais, abusando da posse de bola de forma pouco produtiva. O camisola 4 desvalorizou ainda as críticas dirigidas a Cristiano Ronaldo, lembrando que a pressão mediática faz parte da rotina de todos os convocados e que o plantel está "blindado" contra o ruído exterior.
O experiente internacional português aproveitou também para lançar farpas à comunicação social por causa do mediatismo dado aos momentos de lazer dos jogadores. "A praia nunca devia ter sido um tema. Foi falta de conhecimento e falta de informação", atirou, elogiando a postura do selecionador nacional em permitir essas saídas descontraídas.
Com o empate na primeira jornada, a seleção nacional soma um ponto no Grupo K, o mesmo que a RD Congo, num agrupamento liderado pela Colômbia com três pontos. Portugal volta a entrar em campo na próxima terça-feira, em Houston, para defrontar a seleção do Uzbequistão, num desafio em que a margem de erro é nula para as aspirações lusas nesta inédita fase final do Campeonato do Mundo, que conta pela primeira vez com 48 países.