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Portugal junta-se a apelo internacional para que o Irão ponha fim a ataques no estrangeiro
Vinte e dois países condenam ações atribuídas a estruturas iranianas contra dissidentes, jornalistas e comunidades judaicas e israelitas na Europa, América do Norte e Austrália.
Por Redação
Publicado em 11/06/2026 06:44
International
@Lusa

Redação, 11 jun 2026 (Lusa) – Portugal integra o grupo de 22 países que exigiu ao Irão o fim imediato de alegados ataques e ações hostis dirigidos contra pessoas e interesses no estrangeiro, numa declaração conjunta divulgada esta quinta-feira.

No documento, subscrito por países como os Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Bélgica e Canadá, os signatários condenam operações atribuídas a entidades ligadas ao Estado iraniano, que terão visado dissidentes iranianos, jornalistas e membros das comunidades judaicas e israelitas na Europa, América do Norte e Austrália.

Os países apelam a Teerão para que ponha termo a estas ações, classificando-as como inaceitáveis e incompatíveis com os princípios do direito internacional e da soberania dos Estados.

A declaração aponta responsabilidades ao Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica, aos serviços de informações iranianos, à Força Al-Qods e ao Ministério da Informação e Segurança do Irão, acusando estas estruturas de envolvimento em tentativas de homicídio e outras atividades consideradas maliciosas fora das fronteiras iranianas.

Os signatários denunciam ainda uma recente vaga de ataques na Europa contra comunidades judaicas, jornalistas iranianos e interesses norte-americanos, alegadamente reivindicada pelo grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya (HAYI), descrito como uma organização islamita pró-iraniana apoiada por intermediários ligados a Teerão.

O HAYI assumiu a autoria de vários incidentes ocorridos nos últimos meses, incluindo incêndios e um ataque com arma branca em Londres contra dois homens judeus, além de outros atos registados em diferentes países europeus desde o início do atual conflito no Médio Oriente.

A posição conjunta representa mais um sinal do agravamento das tensões diplomáticas em torno do Irão, numa altura marcada pelo aumento da instabilidade na região e pelo reforço das acusações ocidentais sobre a atuação de estruturas iranianas além-fronteiras.

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