Mogadíscio, 10 jun 2030 (Lusa) — O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi recebido esta quarta-feira como um herói em Mogadíscio, depois de ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos, situação que o afastou do Mundial2026 de futebol. Apesar da desilusão, o juiz internacional garantiu que não perdeu a motivação e apontou já ao próximo Campeonato do Mundo, marcado para 2030 em Portugal, Espanha e Marrocos.
Com 34 anos, Artan afirmou que continuará a trabalhar para alcançar o objetivo de arbitrar numa fase final do Mundial. O árbitro destacou ainda o orgulho em representar a Somália, sublinhando que continuará a defender a honra do seu país, independentemente das dificuldades encontradas.
Na segunda-feira, foi-lhe negada a autorização de entrada nos Estados Unidos, um dos três países organizadores do Mundial2026, juntamente com o Canadá e o México. A FIFA confirmou posteriormente que o árbitro não poderá participar nos trabalhos da competição, esclarecendo que não interfere nos procedimentos de imigração nem na atribuição de vistos dos países anfitriões.
Entretanto, o Governo da Somália classificou a situação como lamentável e anunciou contactos diplomáticos com as autoridades norte-americanas e com a FIFA para obter esclarecimentos sobre o caso. Em comunicado, o Ministério da Juventude e Desporto elogiou o profissionalismo de Omar Abdulkadir Artan, recordando que sempre representou o desporto somali de forma exemplar.
Artan tinha a possibilidade de se tornar o primeiro árbitro da Somália a arbitrar jogos numa fase final de um Campeonato do Mundo. Depois deste contratempo, mantém o objetivo de alcançar esse marco histórico no Mundial de 2030, que será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos.