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Líder Norte-Coreano Define Amizade com China a “Principal Tarefa Estratégica”
Kim Jong-un e Xi Jinping reúnem-se em Pyongyang para abrir um "novo capítulo" na cooperação bilateral, focando as atenções na segurança e economia, enquanto deixam de fora os habituais recados a Washington.
Por Redação
Publicado em 09/06/2026 08:22
International
@Lusa

Pequim, 09 jun 2026 (Lusa) — O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assegurou ao homólogo chinês, Xi Jinping, que a manutenção e o desenvolvimento dos laços de amizade entre Pyongyang e Pequim representam a "principal tarefa estratégica" do seu país. A declaração foi proferida durante uma cimeira realizada na capital norte-coreana e divulgada esta terça-feira pela agência de notícias estatal KCNA.

O encontro de alto nível, que teve lugar na segunda-feira, marcou o arranque da primeira visita oficial de Xi Jinping à Coreia do Norte em sete anos. De acordo com a cobertura da KCNA, os dois Chefes de Estado sintonizaram agendas e concordaram em inaugurar uma nova era nas relações bilaterais, através da consolidação e do alargamento de parcerias em setores fundamentais como a política, a economia e a cultura.

A vertente diplomática e de segurança também esteve em cima da mesa. Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, o Presidente chinês propôs formalmente a Kim Jong-un uma dinamização nos intercâmbios militares e diplomáticos, sustentando que os dois países vizinhos se encontram agora "num novo ponto de partida histórico". Perante a atual e complexa conjuntura internacional, ambos os líderes sublinharam a importância de blindar a soberania nacional, a segurança interna e os interesses económicos mútuos através de uma maior coordenação estratégica.

Um dos aspetos mais notados pelos analistas nesta cimeira foi a ausência de determinados temas nos comunicados oficiais. Ao contrário do que aconteceu no encontro anterior entre os dois líderes, realizado em Pequim em setembro passado, os relatos partilhados pela Xinhua e pela KCNA omitiram qualquer referência direta à situação de segurança na Península Coreana. Os textos oficiais evitaram também palavras-chave habituais como o desarmamento nuclear ou alusões aos governos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.

Embora o roteiro oficial para o segundo e último dia da visita de Estado de Xi Jinping se mantenha sob reserva, os meios de comunicação de Seul adiantam a forte probabilidade de o líder chinês se deslocar à icónica Torre da Amizade. Este monumento celebra a intervenção militar de voluntários chineses na Guerra da Coreia (1950-1953) e constitui uma paragem simbólica tradicional, já visitada por Xi durante a sua anterior deslocação oficial em 2019.

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