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Kim Jong-un inspecciona navio de guerra antes da visita de Xi à Coreia do Norte
Líder norte-coreano exigiu uma Marinha com capacidade nuclear ao lado da filha e potencial sucessora. Demonstração de força militar antecede a primeira visita do Presidente chinês ao país em sete anos.
Por Redação
Publicado em 06/06/2026 08:56
International
@Lusa

Seul, 06 jun 2026 (Lusa) — O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, realizou uma inspeção militar ao contratorpedeiro Kang Kon para exigir o "fortalecimento rápido" das forças navais do país através do desenvolvimento de capacidades nucleares. Segundo a agência oficial KCNA, Kim — que se fez acompanhar pela filha Kim Ju-ae, apontada de forma crescente como a sua provável sucessora — defendeu a urgência de dotar a Marinha de ferramentas de dissuasão capazes de desferir "golpes fatais ao inimigo" tanto à superfície como debaixo de água.

Durante a vistoria à embarcação, que iniciou os seus testes de navegação após ter naufragado na primeira tentativa de lançamento em maio de 2025 e ter sido alvo de reparações, o ditador norte-coreano destacou ainda os planos para a produção de "armas subaquáticas secretas" e para a construção de contratorpedeiros de 10 mil toneladas.

Este gesto de propaganda militar e a recente revelação de uma nova infraestrutura de enriquecimento de urânio para bombas nucleares são vistos por especialistas internacionais como uma estratégia deliberada. O objetivo de Kim Jong-un será consolidar e vincar o estatuto da Coreia do Norte como potência nuclear inquestionável imediatamente antes de receber o Presidente da China, Xi Jinping.

Os dois países confirmaram que Xi Jinping realizará uma visita oficial a Pyongyang entre a próxima segunda e terça-feira, marcando o seu regresso à capital norte-coreana quase sete anos depois da última deslocação, em junho de 2019. A cimeira bilateral acontece poucas semanas após o líder chinês ter recebido em Pequim, em encontros separados, o Presidente norte-americano Donald Trump e o homólogo russo Vladimir Putin.

Embora o regime de Pyongyang tenha priorizado a aproximação militar a Moscovo nos últimos anos — chegando a enviar armamento e tropas para apoiar a campanha russa na Ucrânia —, a liderança norte-coreana tenta agora equilibrar a sua balança diplomática. A China permanece como o principal parceiro comercial e o maior pilar de sustentação económica da Coreia do Norte, numa cooperação que saiu reforçada desde o último encontro entre Xi e Kim em Pequim, em setembro passado.

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