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China acusa New York Times de promover alegada “retórica separatista” sobre Taiwan
Pequim critica cobertura do jornal norte-americano e reforça acusações em torno de tensões diplomáticas e liberdade de imprensa.
Por Redação
Publicado em 01/06/2026 10:40
International
@Lusa

Pequim, 01 jun 2026 (Lusa) – O Governo chinês acusou o jornal norte-americano New York Times de difundir “retórica separatista” em relação a Taiwan, numa reação pública às recentes polémicas envolvendo a correspondente Vivian Wang e a cobertura editorial do diário.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, criticou o jornal por se referir a Taiwan como “um país”, considerando que essa formulação “envia sinais errados” e incentiva forças separatistas na ilha.

O responsável instou o New York Times a corrigir aquilo que Pequim classifica como erros editoriais, reforçando a posição oficial da China de que Taiwan é parte integrante do seu território.

Sobre o caso da jornalista Vivian Wang, Lin Jian afirmou que a correspondente terá cometido alegadas irregularidades administrativas relacionadas com seguros durante a sua permanência na China, o que levou ao cancelamento das suas credenciais.

O porta-voz acusou ainda os Estados Unidos de exercerem pressão sobre jornalistas chineses que trabalham em território norte-americano, defendendo que tais ações contribuem para o agravamento das tensões entre os dois países no setor da comunicação social.

Pequim garantiu, por outro lado, que continua a facilitar o trabalho de jornalistas estrangeiros no país e a conceder vistos a profissionais norte-americanos, apontando dificuldades enfrentadas por repórteres chineses nos Estados Unidos como sinal de desequilíbrio.

As autoridades chinesas apelaram a Washington para respeitar os compromissos assumidos em matéria de liberdade de imprensa e garantir condições de trabalho justas para jornalistas de ambos os países.

A presidência de Taiwan reagiu anteriormente às tensões, acusando Pequim de interferir na liberdade de imprensa e de exercer pressão sobre meios de comunicação internacionais após a publicação de conteúdos relacionados com o líder taiwanês William Lai.

Nos últimos meses, a China tem intensificado a pressão diplomática sobre Taiwan e limitado a sua participação em organizações internacionais, mantendo a posição de que a ilha deve ser reunificada com o continente.

 

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