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Putin em Pequim: Aliança com a China está “sem precedentes”
Publicado em 20/05/2026 09:41 • Atualizado 20/05/2026 09:46
International
Foto:Maxim Shemetov

Pequim — Menos de uma semana após ter recebido o homólogo norte-americano, Donald Trump, o Presidente chinês, Xi Jinping, acolheu esta quarta-feira o líder russo, Vladimir Putin, na Praça Tiananmen. O encontro, repleto de pompa e simbolismo, serviu para selar o aprofundamento das relações estratégicas entre Moscovo e Pequim, num momento de forte tensão internacional.

Logo no início da cimeira, que assinala também os 25 anos do Tratado de Amizade sino-russo, Putin elogiou a parceria bilateral, classificando-a como um pilar de "estabilidade global". O Presidente russo aproveitou ainda para reafirmar o papel da Rússia como um "fornecedor de energia de confiança", numa altura em que os mercados enfrentam forte instabilidade devido à crise no Médio Oriente.

Foco na Crise Internacional: Xi Jinping colocou o cenário geopolítico global no centro do debate, alertando para a necessidade urgente de travar a escalada de violência no Médio Oriente. Segundo a imprensa estatal chinesa, o líder de Pequim defendeu que um cessar-fogo abrangente é "imperativo" para salvaguardar o comércio e a economia mundial.

A reunião de alto nível culminou na assinatura de 40 acordos bilaterais, metade dos quais selados diretamente pelos dois chefes de Estado. Entre os documentos assinados destaca-se uma declaração conjunta sobre coordenação estratégica e importantes compromissos no setor energético. Em cima da mesa esteve o projeto do gasoduto Força da Sibéria-2, uma infraestrutura estratégica com mais de 6.700 quilómetros desenhada para redirecionar o gás do Ártico russo do mercado europeu para o gigante chinês.

Numa altura em que a Rússia continua sob o peso das sanções económicas internacionais devido à guerra na Ucrânia, esta visita reforça o esforço do Kremlin em consolidar laços comerciais e de investimento com a China, enquanto Pequim prossegue o seu complexo jogo de equilíbrio diplomático entre Moscovo e Washington.

Fonte:Expresso

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