18 de maio de 2026 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu hoje que não fará qualquer cedência diplomática ao Irão, após analisar a mais recente contraproposta enviada por Teerão para tentar pôr fim ao conflito armado. Em declarações ao jornal New York Post, Trump avisou que a República Islâmica “sabe o que vai acontecer em breve” e mostrou-se intransigente quanto à exigência de uma proibição de 20 anos no enriquecimento de urânio iraniano, afirmando taxativamente: “Não estou aberto a nada neste momento”.
A reação de Washington surge depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão ter comunicado, através do mediador paquistanês, as suas condições para quebrar o impasse. O porta-voz da diplomacia de Teerão, Esmail Baghai, assegurou que o país está "preparado para qualquer eventualidade" militar e reiterou as exigências iranianas: o levantamento imediato das sanções económicas, o descongelamento de ativos no exterior e o pagamento de reparações por uma guerra que consideram ilegal. Meios de comunicação iranianos criticaram as "condições excessivas" de Washington, que pretende centralizar todo o urânio enriquecido em solo americano e desativar quase todas as instalações nucleares do país.
Paralelamente à via diplomática, a tensão subiu no Estreito de Ormuz. Teerão oficializou a criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico e a Guarda Revolucionária ameaçou taxar e monitorizar os cabos submarinos da região, alertando para prejuízos globais milionários em caso de bloqueio técnico. Em Israel, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu reuniu-se com Trump para coordenar posições, o que levou o Presidente norte-americano a lançar um ultimato severo nas redes sociais, afirmando que "nada restará do Irão" caso o acordo não seja assinado com rapidez.
A guerra, iniciada a 28 de fevereiro por uma ofensiva conjunta de Washington e Telavive, encontra-se sob um cessar-fogo temporário desde 8 de abril para viabilizar as conversações de paz em Islamabad. Contudo, o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos e a ameaça de Teerão às rotas petrolíferas continuam a asfixiar a economia regional e a pressionar fortemente os mercados energéticos globais.