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Viana do Castelo: "Proteção Civil não é despesa, é investimento", diz autarca
Publicado em 18/05/2026 18:09
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Foto:Câmara Municipal de Viana do Castelo

Viana do Castelo, 16 de maio de 2026 (Município de Viana do Castelo) — A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo celebrou este sábado o seu 145.º aniversário numa cerimónia marcada por fortes apelos à valorização das forças de socorro, informou fonte da autarquia. Perante uma plateia repleta na sessão solene, que contou com a presença do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo rejeitou categoricamente a ideia de que o apoio aos soldados da paz represente um encargo financeiro para o município.

"Deixamos de falar em despesa com os bombeiros e com a proteção civil e passamos a falar de investimento", vincou o autarca minhoto nas declarações partilhadas pelos canais de comunicação do município, sustentando que este esforço orçamental se traduz diretamente no bem-estar e na segurança das populações. O governante local comparou a articulação operacional das várias forças de socorro a uma "orquestra para a qual todos somos convocados", lembrando que a missão de salvaguarda de pessoas e bens é um trabalho ininterrupto efetuado durante os 365 dias do ano.

Por sua vez, o Secretário de Estado da Proteção Civil corroborou a visão estratégica do município, apontando o modelo de Viana do Castelo como um "bom exemplo" do papel crucial que as autarquias desempenham no setor. Rui Rocha aproveitou a efeméride para reforçar a necessidade de desmistificar a Proteção Civil como uma preocupação exclusiva da época de incêndios florestais, devendo antes ser encarada como um fenómeno estrutural e permanente à escala nacional.

As comemorações da instituição minhota — atualmente composta por um corpo ativo de 80 operacionais e 20 jovens nas classes de formação — incluíram a tradicional parada em frente ao quartel, a condecoração de elementos do corpo ativo e a romagem ao cemitério em memória dos bombeiros falecidos. Recorde-se que a corporação nasceu em finais do século XIX, fruto da mobilização popular para combater um violento incêndio num armazém de enxofre na cidade.

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