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Guterres critica "estado de amnésia coletiva" que levou a novas ameaças nucleares
Publicado em 27/04/2026 18:04
International
Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou hoje um aviso severo à comunidade internacional, lamentando o "estado de amnésia coletiva" que permitiu o ressurgimento de ameaças nucleares no discurso global. Numa intervenção marcante na sede da ONU, o responsável máximo da organização alertou que o mundo está a ignorar os riscos catastróficos que marcaram o século XX, permitindo que a retórica atómica regresse ao xadrez geopolítico.

Guterres sublinhou que esta perda de memória histórica está a fragilizar os alicerces da segurança comum. Para o secretário-geral, o abandono progressivo dos tratados de desarmamento e o escalar das tensões entre potências mundiais colocam a humanidade num ponto de viragem perigoso, onde o diálogo diplomático parece estar a ser preterido em favor da demonstração de força bélica.

O líder das Nações Unidas instou as capitais mundiais a reverterem este ciclo de indiferença, apelando a um compromisso renovado com a não-proliferação e com a eliminação total de armas nucleares. Segundo Guterres, a estabilidade internacional não pode subsistir num cenário de amnésia sobre as consequências de um conflito nuclear, sob pena de o mundo enfrentar um retrocesso civilizacional irreversível.

O discurso serviu como um apelo urgente à responsabilidade coletiva, com o secretário-geral a reforçar que a paz global exige uma vigilância constante e o respeito absoluto pelos mecanismos de controlo de armamento que garantiram a sobrevivência da humanidade nas últimas décadas.

Fonte e Foto:lusa

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