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Ministro da Presidência diz que Estado tem de “sair do caminho” das empresas
Publicado em 24/04/2026 17:26
Nacional
Ministro da Presidência, António Leitão Amaro

Numa intervenção incisiva durante a sua passagem pelo distrito de Viseu, o Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, defendeu hoje uma mudança profunda na relação entre o poder público e o setor privado. Para o governante, o crescimento económico e a modernização de Portugal dependem de um Estado que, em vez de atuar como um obstáculo, saiba recuar para permitir que o tecido empresarial prospere.

O ministro sublinhou que a inovação não é algo que se decrete por via legislativa, mas sim o resultado da liberdade de iniciativa. Nesse sentido, Leitão Amaro afirmou que a função prioritária das instituições públicas deve ser a criação de um terreno fértil para o investimento. Segundo o governante, o Estado tem a obrigação de “sair do caminho” das empresas, permitindo que estas concentrem os seus recursos na criação de valor e na geração de emprego qualificado.

A crítica de Leitão Amaro incidiu particularmente sobre o peso da máquina burocrática e a pressão fiscal. O ministro identificou a elevada carga de impostos como um dreno de capital que deveria estar a ser reinvestido em tecnologia e investigação. Paralelamente, apontou a densidade regulatória como um entrave que asfixia a criatividade empresarial e atrasa a execução de projetos estratégicos para o país

“Ao Estado compete criar condições e não carregar com impostos e regulamentação que mata a inovação”, afirmou perentoriamente o Ministro da Presidência.

Com estas declarações, o Executivo reafirma a sua visão de uma economia de mercado mais autónoma e menos dependente da tutela central. A mensagem enviada a partir de Tondela sinaliza uma intenção clara de simplificar processos e reduzir custos de contexto, prometendo um ambiente de negócios onde a agilidade seja a regra, posicionando o setor privado como o motor central da economia nacional.

Fonte:lusa / Foto:Miguel A.Lopes

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