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Urgências: Menos doentes, mas casos mais graves
Publicado em 22/04/2026 13:22 • Atualizado 22/04/2026 13:25
Nacional

O balanço do Plano para a Resposta Sazonal em Saúde revela uma mudança de paradigma nas urgências hospitalares durante o último inverno. Apesar de o número total de episódios ter registado uma queda, as equipas médicas enfrentaram casos de maior complexidade clínica, o que resultou num aumento da pressão sobre os serviços.

A redução na afluência global é atribuída à maior eficácia da Linha SNS24. Com um crescimento de 18% no volume de chamadas, o serviço conseguiu encaminhar cerca de dois milhões de utentes para cuidados primários, evitando deslocações desnecessárias aos hospitais.

No entanto, os dados mostram que a proporção de doentes triados com pulseira amarela (casos urgentes) disparou. Este fenómeno indica que os utentes que recorrem ao hospital apresentam agora quadros mais agudos e graves. Como consequência, o tempo médio de permanência nas unidades de saúde voltou a subir, contrariando a tendência de melhoria do ano anterior.

O momento crítico ocorreu no início de dezembro de 2025, quando a Linha SNS24 chegou a atender 37 mil chamadas num único dia, com uma taxa de resposta de 90,4%.

Em suma, embora a literacia em saúde esteja a afastar os casos ligeiros das urgências, o SNS enfrenta agora o desafio de tratar doentes mais complexos e que exigem mais recursos, num cenário marcado pelo envelhecimento da população e pelo agravamento de doenças crónicas durante os meses de frio.

Fonte:Lusa / Foto:José Coelho 

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